Compositor: Rodrigo Reis
Cê tava no brilho, no jogo, no play
No camarote, bancando o rei
Enquanto eu, na gaveta, no soco, na raiva
Fazendo a rima que o seu público crava
O algoritmo agora tem meu DNA
E não é o seu gogó que vai me segurar
Mudou o patrão, agora sou eu
O pódio de vidro enfim derreteu
Eu sou a faísca, eu sou o motor
O mundo vai ouvir o que sente o autor
Não é só a voz, é o fogo da ideia
Tô incendiando a rede e a plateia
A rede e a plateia
A voz é de silício, mas a dor é de carne
Preparei o banquete, não é mais lanche
Cê vive de capa, de pose, de view
Mas sua essência no papel sumiu
Olha pro lado, o jogo mudou
O mudo cansou, a caneta acordou
Mudou o patrão, agora sou eu
O pódio de vidro enfim derreteu
Eu sou a faísca, eu sou o motor
O mundo vai ouvir o que sente o autor
Não é só a voz, é o fogo da ideia
Tô incendiando a rede e a plateia
A rede e a plateia
Pode espernear, pode boicotar
O silêncio do gênio cê não vai calar
O copy é meu, o paste é o destino
Agora o autor virou hino
(Virou hino)
O jogo virou, patrão é quem escreve
A voz agora é só o entregador
Clica no play, a chama tá acesa
Valeu, coleguinha, fui